"Luxo de Volta, Mas o Desemprego Ameaça: O Dilema de Uma Bancária Reintegrada"

Decisão do TST sobre Reintegração de Gerente ao Bradesco

Em 17 de novembro de 2025, a Subseção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou o pedido de uma gerente que buscava, através de um mandado de segurança, sua reintegração ao Banco Bradesco S.A. O tribunal concluiu que não havia um direito claro à nova reintegração, já que a funcionária não estava protegida por estabilidade provisória. A corte determinou que questões relacionadas à dispensa deveriam ser tratadas no contexto da ação original, em vez de serem resolvidas por mandado de segurança.

Histórico da Demissão

A gerente, contratada em 2002, havia sido demitida em 2017, mas reintegrada em 2021 após considerar sua demissão discriminatória por motivos de idade. O banco foi condenado a pagar uma indenização e a reintegrá-la ao trabalho.

No entanto, em fevereiro de 2024, a gerente foi novamente dispensada e ingressou com uma nova ação trabalhista, solicitando liminar para sua reintegração. Embora o pedido tenha sido inicialmente aceito, a liminar foi revogada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.

Argumentos e Decisões Judicial

Após ter sua liminar cassada, a funcionária ajuizou um mandado de segurança, alegando que a decisão de 2017 deveria ter efeitos permanentes. Contudo, o tribunal entendeu que, sem a confirmação do direito à estabilidade, a nova dispensa não violou a decisão anterior.

A gerente recorreu novamente, solicitando a tutela de urgência para reintegração. O relator do caso destacou que, na ausência de reconhecimento de estabilidade após a primeira reintegração, o banco tinha o direito de rescindir o contrato de trabalho novamente.

Questão do Etarismo

O relator apontou que, para comprovar que a nova demissão foi motivada por discriminação etária, seria necessário produzir evidências concretas. No entanto, a coleta de provas deve ocorrer na ação principal, e não em um mandado de segurança.

A decisão foi unânime, reafirmando que sem a segurança de estabilidade, o banco poderia exercer seu poder diretivo e realizar novas demissões.

Esta matéria é meramente informativa e destina-se a fornecer uma visão clara da decisão judicial em questão.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top